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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Eólicas: a aposta ganha da Dinamarca

Mäyjo, 10.01.15

Eólicas: a aposta ganha da Dinamarca

A Dinamarca tem um objectivo que, para o resto dos países do globo, é altamente optimista: conseguir que, até 2020, 50% das suas necessidades energéticas provenham das renováveis. No entanto, é muito provável que esta estimativa seja alcançada e até ultrapassada. É que, só em energia eólica, o país nórdico alcançou 39% de toda a energia consumida no ano passado.

Os governantes dinamarqueses dizem que, em breve, 100% de toda a sua energia virá das renováveis – na verdade, o país deverá ser o primeiro do mundo a alcançá-lo. É verdade que a sua população é bastante pequena – apenas cinco milhões de pessoas – mas o esforço dedicado às infra-estruturas renováveis é antigo e não dá mostras de abrandar.

Segundo o Quartz, em Janeiro de 2014 o país produziu mais de 60% da sua energia através do vento. Na última década, por outro lado, a energia gerada pelo vento duplicou.

A economia dinamarquesa também ganha com o investimento. A Vestas, maior fabricante de turbinas eólicas, é dinamarquesa, e o vento é uma escolha óbvia no que toca ao tipo de renováveis em que investir.

Em termos absolutos, o país produz muito menos energia renováveis que a China, Alemanha, Estados Unidos, Espanha ou Índia. Mas também não precisa. A Alemanha, por exemplo, tem sete vezes a capacidade eólica da Dinamarca, mas nem sequer consegue levá-la a 10% da sua população.

Em termos globais, a verdadeira “estrela” da energia eólica é a China, que aumentou a sua capacidade em 50% nos últimos cinco anos. Mas, ao contrário da Dinamarca, que troca ou vende o excesso de energia que não pode usar imediatamente com os países vizinhos, mais de um quarto das infra-estruturas eólica chinesas nem sequer estão ligadas à rede.

Foto: Steve Sutherland / Creative Commons

Maioria das reservas de combustíveis fósseis terá de ficar por explorar para evitar alterações climáticas

Mäyjo, 10.01.15

Maioria das reservas de combustíveis fósseis terá de ficar por explorar para evitar alterações climáticas

A maior parte das vastas reservas de petróleo da ex-URSS, dos Estados Unidos, do Árctico e do Médio Oriente, bem como o carvão da China e do continente africano poderá ter de permanecer por explorar de maneira a evitar graves alterações climáticas. A conclusão é de um novo estudo que analisou as reservas mundiais de combustíveis fósseis que não poderão ser exploradas.

De acordo com o estudo realizado por dois investigadores da University College of London, um terço do petróleo, metade do gás natural e mais de 80% do carvão existentes nas reservas vão ter de permanecer no subsolo de maneira a evitar o aquecimento do planeta em mais de dois graus Celsius até 2100. O estudo reforça ainda a ideia de que as empresas e investidores devem considerar com cautela as reservas de combustíveis fósseis como activos financeiros. A ideia aplica-se também aos países cujas economias se baseiam fortemente nestes recursos naturais.

Esta não a primeira investigação a calcular a quantidade de reservas que terá de ficar por explorar. Contudo, a análise de Christophe McGlade e Paul Ekins é a primeira a apresentar um nível de detalhe minucioso, indicando o que pode acontecer à produção de combustíveis fósseis nas diferentes zonas do globo.

“Temos agora figuras tangíveis das quantidades e localizações dos combustíveis fósseis que devem permanecer por explorar na tentativa de limitar o aquecimento a dois graus Celsius”, afirma Christophe McGlade ao Guardian.

As reservas que terão de ficar inexploradas indicadas no estudo resultam da diferença entre a quantidade de gases com efeito de estufa que seria libertada se todas as reservas fossem exploradas e a quantidade máxima destes gases que ainda podem ser libertados para a atmosfera para que a temperatura não aumente mais que dois graus até ao final do século.

Foto: Gary Rides Bikes / Creative Commons

Maior projecto português de sempre ligado às alterações climáticas lançado na quinta-feira

Mäyjo, 10.01.15

Maior projecto português de sempre ligado às alterações climáticas lançado na quinta-feira

O projecto ClimAdaPT.Local, o maior de sempre, em Portugal, relacionado com alterações climáticas à escala local, será lançado na próxima quinta-feira, 15 de Janeiro, no salão nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

O projeto envolve um financiamento de €1,5 milhões e tem como principal objectivo desenvolver 26 estratégias municipais de adaptação às alterações climáticas (EMAAC) em parceria com as respectivas autarquias e desenvolver um programa formativo sobre o tema aos técnicos municipais das autarquias parceiras.

“Este projecto visa ainda capacitar os municípios portugueses para avaliar as vulnerabilidades locais e o respetivo potencial de adaptação face às alterações climáticas e aumentar a sua capacidade para incorporar a adaptação às alterações climáticas nos seus instrumentos de planeamento e intervenções”, explicou em comunicado a Quercus, parceira da iniciativa.

Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis às modificações decorrentes das alterações climáticas. Desde a subida do nível do mar, que afectará os municípios do litoral, ao aumento da temperatura e aumento da frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos em todo o território, vários serão os impactes perante os quais será necessário uma adaptação a uma nova realidade climática.

O seminário de lançamento contará com a presença de especialistas da Noruega, Reino Unido e Espanha, que irão partilhar a experiência do que já está a ser feito na Europa em matéria de adaptação local às alterações climáticas. Os exemplos nacionais serão apresentados pelos municípios que já têm trabalho realizado na área da adaptação às alterações climáticas: Almada, Cascais e Sintra, também parceiros no projecto.

Nesta ocasião será ainda celebrado o Protocolo entre o consórcio do ClimAdaPT.Local e as 26 autarquias beneficiárias: Amarante, Barreiro, Braga, Bragança, Castelo de Vide, Castelo Branco, Coruche, Évora, Ferreira do Alentejo, Figueira da Foz, Funchal, Guimarães, Ílhavo, Leiria, Lisboa, Loulé, Montalegre, Odemira, Porto, Seia, São João da Pesqueira, Tomar, Tondela, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Franca do Campo.

Foto: Viana do Castelo, Portugal. Rossana Ferreira / Creative Commons

De que dependem então as precipitações?

Mäyjo, 10.01.15

Dependem:

  • Do movimento vertical do ar nos centros de pressão atmosférica (altas e baixas pressões).
  • Da variação da temperatura com a altitude.
  • Da variação da humidade relativa com a temperatura.

É por isso que:

  • nos centros de altas pressões, o movimento descendente do ar origina uma subida da temperatura, o que provoca a diminuição dos valores de humidade relativa, tornando muito difícil a saturação do ar e o aparecimento de nuvens, pelo que o céu se apresenta limpo (o chamado bom tempo);
  • nos centros de baixas pressões, o movimento ascendente provoca a descida da temperatura e o aumento dos valores de humidade relativa, saturando-se facilmente o ar, pelo que o céu fica nublado e chove (o chamado mau tempo).

Não será de estranhar a relação existente entre litoral/interior e os valores de precipitação.

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O ar carregado de humidade, vindo do mar, ao chegar ao obstáculo que é a terra, eleva-se, provocando a diminuição da sua temperatura e da humidade relativa, saturando-se, o que provocará precipitação.

O ar, à medida que se desloca para o interior, vai perdendo vapor de água, sendo menor a possibilidade de chover. É esta a razão do aparecimento de muitas áreas secas no interior dos continentes.